24 de set de 2013

Série HUSH HUSH by Becca Fitzpatrick

PS: ESTA POSTAGEM CONTÉM SPOILERS SOBRE OS LIVROS.


Olá, vamos conversar falando da série que eu achei até hoje sendo uma das mais marcantes na minha vida literária. Sussurro pela Becca Fitzpatrick. Nesse post eu vou contar um pouco sobre como foi ler os livros, e o que percebi de importante no quesito literário em cada um deles.

Para começar, as capas em si são sensacionais. Muito bem pensadas e o preço (quando eu comprei) foi super acessível, o que foi um plus para eu dedicar em adquirir os livros. Em seguida os ambientes que a escritora foi criando com os booktrailers e as soundtracks me fizeram querer morar dentro da história do livro. Sem mencionar que quando fui pesquisar sobre a autora e descobri que era a estréia literária dela eu achei sensacional. Você consegue notar o dom na escrita.

Só uma coisa que não me agradou muito: a tradução do inglês para o português. Além de eu adquirir o livro eu li traduções feitas por fãs na internet que pareceram muito mais bem feitas e realistas que na verdade me fizeram ficar com um pouco de antipatia da tradução oficial publicada, mas não significa que são ruins.

Prosseguindo... Sussurro: História escrita sensacionalmente. Vee Sky é o centro feminino e o Patch é a razão do existir feminino. Reparei que a Vee era original, muito bem delineada como personagem e as falas e atitudes cômicas dela eram genuinamente engraçadas. Patch, o lindo cara badboy que acaba virando bonzinho (só que não). Nora, a protagonista marcante, eu encontrei na Nora o oposto das protagonistas modelo que estavam saindo em todos os livros: tímida, lerda, lenta, desengonçada. Nora desafia isso, apesar de que no primeiro livro ela tem anemia, ela é pensativa e inteligente. Ela sim representa as mulheres leitoras brasileiras.

Crescendo: História continua muito bem escrita e para mim chegou no ápice do interessante. Eu lia e relia o livro como se fosse uma revistinha em quadrinhos. Todos os dias porém algo me dizia (antes da autora publicar Silêncio) que iria ter algo para manter a história no ápice. E aí temos no próximo livro...

Silêncio: A Amnésia de Nora: o retrospecto. Me ocorreu que a autora foi inteligente o suficiente para saber que os dois primeiros livros foram um sucesso portanto ela precisava de algo para prolongar o sucesso, assim Nora perde a memória no livro fazendo com que durante uma grande parte ela tenha que vivenciar as sensações de novo para adquirir a memória perdida. O final foi demais para meu pobre coraçãozinho porém não achei tão marcante quanto os dois primeiros livros.

Finale: O grande esperado desfecho. Começo dizendo que chorei demais neste ultimo livro com a morte de um dos personagens que eu mais gostava. Achei mais um ápice na saga, e toda a narrativa foi muito bem descrita. As cenas de treino eram um pouco cansativas e o final eu achei que acelerou de uma forma que minha mente não assimilou que tinha terminado o livro mas mesmo assim ainda estou lendo e ouvindo a trilha sonora que a autora montou porque estou em Ressaca Pós Livro.

Ao longo dos quatro livros você vê um crescimento na Nora, ao contrário de outros livros, a protagonista é um personagem redondo (que não é previsível) que faz com que surpresas ocorram na narrativa. É uma protagonista forte sem ser cliché, tanto fisicamente quanto psicologicamente. É o mais próximo retrato que consegui em um livro atual de uma garota normal e marcante da nossa presente época.

Eu sei que a postagem ficou um pouco vaga, provavelmente quem não leu os livros pode ter um pouco de dificuldade de entender, mas eu queria deixar com o mínimo de spoiler possível.

Espero que tenham gostado e me digam qual foi a cena que vocês mais gostaram dos livros? Qual personagem marcou mais vocês.











10 de set de 2013

BIENAL 2013; Livros estrangeiros.

Então, desculpem minha lerdeza no atraso da postagem mas as provas me pegaram loucamente e não consegui escapar até hoje. Estou muito feliz com quantas pessoas estão seguindo e comentando blog, agradeço mesmo os 5 minutinhos que vocês tiram do dia ocupado de vocês ( eu entendo XD) para comentar e ler meus posts.

Prosseguindo, gostaria de chamar atenção primeiro ao "MARAVILHOSO MUNDO DA BIENAL" do qual infelizmente eu não pude participar por causa da faculdade. Espero que todos tenham se divertido demais e que tenham comprado livros até babar.




Eu também gostaria de chamar a atenção para a quantidade de livros estrangeiros que estamos consumindo. Cada vez mais o brasileiro demonstra estar se interessando por literatura e por livros dos mais variados assuntos. No entanto, o preconceito que está surgindo junto a essa nova febre de livros é com o autor nacional. Não generalizando, os leitores brasileiros estão cada vez mais tomando "amor" pelos livros de temática estrangeira. Não que seja ruim, a literatura é bem vinda da forma que for, no entanto pensando num futuro não muito distante, como ficarão nossos autores?


Penso que ao buscarmos na literatura estrangeira por algo que não encontramos aqui, estamos indiretamente implicando que precisamos de algo parecido no Brasil e é exatamente o que está acontecendo. Livros brasileiros com temáticas estrangeiras agora está começando a ir ao auge nas livrarias e novos autores só conseguem emplacar se escreverem sobre vampiros, lobisomens e demais assuntos.

Novamente lembrando que não estou generalizado, mas o que podemos então dizer que é  "brasileiro"? Como podemos reconhecer o que não é "de fora" para podermos consumir e então somente julgar por juízo de valor? O que seria nacional para vocês? Machado de Assis é nacional? Mas ele não escrevia narrativas que se passavam com teor de Metrópole ao invés de colônia? Mauricio de Souza é nacional? Porquê?

Todas essas perguntas são perguntas que não mais tem respostas fixas como em um livro didático fornecido por nossas escolas. São perguntas as quais não podemos mais responder com base em um só referencial, pois nascemos de uma mistura de "personagens". Somos Bentinho, somos Iracema, Somos Senhora, Somos Cebolinha e muito mais. Já chegamos ao ponto de estar tão mesclados com o mundo e o mundo conosco que não podemos mais distinguir o que é português do que é inglês, assim como não podemos mais distinguir o que é Literatura Brasileira e o que é Literatura Internacional.

Temos a tendência de abraçar teorias e características estrangeiras e torná-las, com nosso "jeitinho brasileiro" algo característico e único. Talvez seja a única coisa que podemos dizer que seja nossa, essa tendência a se adaptar rapidamente as teorias externas.

E você, o que acha dessa mistureba? Prevê algum movimento literário a frente? Será que nossa geração ou a próxima trará algo tão marcante quanto o Modernismo e Realismo para nossa nação? O que é nacional para você?




1 de set de 2013

Livros, literatura e crítica.


O blog Por entre linhas e estrelas é um blog dedicado a ocupar o meu tempo com críticas de livros, resenhas criticas. Além disso, discutir também sobre os problemas pelos quais a literatura passa aqui no Brasil.  Espero que aqueles que seguirem o blog também gostem de livros e filmes tanto quanto eu.

Em primeiro lugar,  vamos começar pensando: o que é crítica literária? Quem pode dizer que está apto a fazer uma crítica? Quero esclarecer que a resenha crítica que farei será baseada em conhecimentos que adquiri com meu professores no curso de Letras na UFMG e devido também a pesquisas. Também quero dizer que não será levado em consideração nenhum juízo de valor, ou seja, se eu gostei ou desgostei não será levado em consideração nas análises em si.

Em segundo lugar, tentarei analisar obras tanto antigas quanto recentes de autores brasileiros na tentativa de valorizar nossas obras e demonstrar o quanto estamos sendo abençoados por essa nova geração de escritores que nos trazem o melhor do conhecimento científico e clássico com um toque de tecnologia. E o mais importante, porque nossa geração ainda rejeita a literatura criada por ela mesma.